segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Passagem de Ano

Acabaram-se noites mal dormidas, cinzeiros cheios, banhos por tomar, fardas por lavar, refeições por fazer e, claro, prazeres extemporâneos.
Isso foi a minha vida. Um prazer espetado no outro sem acto consumado, sem prazer saboreado. Vivi na aflição da procura e sem querer achei. Passará-se o mesmo com tudo e todos é certo, mas verdade é, ninguém consegue afirmar isso com certeza.
Hoje preparo-me tranquilamente para passar de um ano para o outro sem macacadas, e isso agrada-me, apazigua-me, e, pela primeira vez, não me tira o tesão.
A minha boneca prepara-se, como se de uma gala trata-se, e eu pondero fazer a barba e tirar o fato-de-treino, ela assim o exige. Vontade seja feita.
A minha princesa vai fazer 6 anos, assim como eu também, e, engraçado, mudou tudo tanto...
Ela nasceu a 12 e eu 13, dois números que me agradam imenso, dois números, que marcam a minha vida, dois números meus.
2012 foi meu. 2013 assim será.
 
 
Sabem que mais?!
 
 
 
Eu serei sempre eu.
 
 
 
See you later, Aligater.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A ler os meus textos fico sempre com a sensação que melhor não irei voltar a fazer, como ideias faltassem. Estranho. O mundo é o meu estúdio, os meus olhos a janela e o resto não sei.
Li textos recentes e senti raiva neles, frustração, ansiedade e outros sentimentos ou emoções que me fazem bater o coração depressa. Hoje... sinto-me igual! Verdade. Estranho a, mundança de vida, não apaziguar o meu espírito. A verdade é que, não o fez. Parece-me que eu quero para os outros o mesmo que eles querem para mim. Ver a humilhação, a derrota, a vergolha. Vingança. Eu quero-me vingar, mas quero tanto... que nem me concentro naquilo que realmente importa, a minha vida. E assim vou vivendo e, assim se vão passando os meses e, depois os anos, como se vê nas tragédias do nosso Portugal interior, banhadas a sangue com base em partilhas, mal-entendidos e outras merdas, na TVI ás 20:00. E, é isso. Vivo uma merda parecida, que bem analisada... puta que a pariu, não vale um cabelo branco do olho do cú.
Sabes que mais... ganhaste tu!
Até amanhã.

sábado, 15 de setembro de 2012

TSU

Cometer, começar, comer, manifestar, é dia disso.
TSU.
A data de hoje, muitos já saberam que boa coisa não é, mas poucos saberão o que significa. Ya!! Que se foda.
Sábado à noite e eu em casa. Admito já não estava habituado. Até pode ser bom... mas não é.
Shameless!! Não, a série que estava a ver agora!
Acho que vou à roulote do Mário comer uma pita. É que hoje ainda não comi nada! Acordei fui dormir para a praia, e aqui estou eu com um sandocha, da minha babe, no bucho mais três bolachas de chocolate do continente regadas com iogurte líquido e 13 uvas.
Com uma preguiça de tal maneira que escrever isto pareceu-me estar a escrever um livro com 500 páginas.
 
 
 
 
 
See you.............

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um pingo de merda

... por assim dizer. É naquele momento em que o alívio é um prazer e o prazer é um alívio que, um pingo de merda te molha as "nalgas" e o momento torna-se de irritação, desconforto, nojo, incompreensão. Porquê agora, esta merda?! Exacto. Porquê agora? Podiamos evitar? Podiamos. Cagar de alto para a cena... fechar a boca do esgoto e não lhe permitir argumentação de merda.
Muitas outras técnicas, aqui, poderiam ser explanadas mas, a que eu mais gosto continua a ser a do papel. Essa mesmo. Práctica, silenciosa, de uma escrita focada.
Portanto, todos os pingos de merda que nos tocam nas mais diversas zonas do corpo, inclusivé, no coração, têm uma solução entre muitas.
Para ti, a minha vai ser sempre a mesma.
Vou cagar a outro sítio porque nem a minha merda tu mereces.
 
 
 
See you later aligater.

domingo, 19 de agosto de 2012

O princípio do fim

Sinto o fim a aproximar-se sob a máscara do princípio, mas é o fim e, eu sei.
Vejo claro, a nitidez da realidade é maravilhosa no seu estado horrendo, mesmo assim, é maravilhosa.
Sei que a dor não é meramente física, é também minha.
A transformação do meu corpo não me assusta porque conheço essa realidade real. Conheço.
Eu tenho medo das saudades que não tive, daquilo que não disse, daquilo que não fiz, do esquecimento que deixei, do amor que não dei, dos amigos que não lembram, dos colegas que esqueceram e, eu tenho medo.
Quero gritar como uma pessoa que se afoga, mas assim como esta, por vezes é inútil, isso é apenas desespero, medo. Quero falar com todos, explicar-me, mas também para isso é tarde. Quero o amor e a compreensão de quem amo, mas já não estou em condições de receber porque estou apavorado.
Olho à volta e procuro uma solução, uma resposta, um apaziguamento, um sentido para mim, agora, mas... não vejo. Desespéro. O tempo está em contagem decrescente.

A minha lágrima é seca porque não vergo.
A minha dor é muda porque não grito.
A minha fraqueza é invisível porque não mostro.

A esperança do milagre não me motiva, porque eu não me rebaixo a isso. Logo, eu não tenho esperança.
A doença não escolhe pessoas, é justa na vinda, varre a vida de qualquer um, sem honra nem glória. Portanto, hoje, eu não me sinto injustiçado, apenas, azarado.

O medo tomou conta de mim.

Quando olho para o céu numa destas noites de verão, pergunto-me, qual será a minha estrela no coração da minha bonequinha?
Tenho medo.
Tenho medo que não te lembres de mim e do quanto eu te amo. Tenho medo que não saibas isso.
Não tenho medo de morrer para o mundo. Tenho, apenas, medo de morrer para ti.


I want to be your lucky star, shinning down on you...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Noutras alturas, a esta hora, teria um cinzeiro cheio, ainda não teria almoçado, a barba estaria por desfazer, o caralho melado da noite anterior, a noite anterior esquecida na almofada e, o meu corpo caído num sofá de merda com um sabor estranho na boca.
Mas, hoje, nada corresponde a esse quadro esquisito.
Hoje... sinto-me bem.
O sentimento está cá, a hora é que já não ajuda e a idade já não é a mesma. 03:51 estive a relembrar. Não... a reviver um amor antigo, com intensidade, paixão, melhor, ultra-mega-tesão!
Não acreditei quando me senti com 22 anos em Varge Mondar a foder como um campeão, depois a fumar e a gozar com o mundo simplesmente porque sim. Mas foi assim que eu me senti hoje. Fodemos. E, fodemos. Mimamo-nos e relembra-mos promessas antigas que nunca foram cumpridas. Onde também nunca foram prometidas para tal, apenas, para consolidar momentos voláteis de dois miúdos onde o mundo se curvava na janela de um quarto.
Hoje estive contigo e o meu espírito rejuvenesceu.
Hoje estive contigo e encontrei um pouco de mim.
Hoje estive contigo e ganhei um pouco de ti.
Hoje estive contigo e o mundo ganhou-me assim.
Hoje estive contigo e o amor perlim-pim-pim.




ThuGLove.......................................................

domingo, 12 de agosto de 2012

Macnodald

Fim-de-semana corrido a praia, sestas, panda, gomas, macnodald, chocolates, bolachas, parque e muita preguiça.
Este fim-de-semana foi assim, fica para memória um registo de algumas dezenas de fotos e um video.
Gosto.
Fez-me sentir calmo, sem pensamentos negativos, apenas eu a minha bonequinha.
Nada mais.
Ela gosta de coisas simples, pelo menos comigo. Não pede muito,não quer nada de especial, apenas, brincar. Brinca com tudo e põe-me na brincadeira. Eu gosto. Chama-me papá e, eu gosto. Diz "gosto munta, munta de ti" e eu gosto.. desconfio e digo: "gostas só um bocadinho do papá" e ela responde: "munta, munta!". E, eu gosto.
Ela é tudo para mim. Sem dúvida. Munta para mim vindo dela é apenas o infinito elevado a outro tanto.
Hoje estou munta, munta feliz!




See you later, Aligater.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A escrever

A escrever. Bonobo - Silver, grande som... até apetece. Bom, mas aqui estando e aproveitando.. há dias assim né!? Tá-se bem e, chillar e aproveitar o momento, é tudo o que se pode fazer. Inventar é um erro. Não mexe. Gosto de me sentir, estar comigo, gostar de mim, das minhas coisas, dos meus sonhos, ter orgulho em mim, nos meus, querer e sentir que posso. Fazer.
Viver deve ser isso.
Não sei. Porque porventura ninguém sabe. Carpe Diem??!! Sorrio. Talvez. Cliché. Ok. Aceito. Mas é um facto.
Porquê matar a cabeça com perspectivas e espectativas que poderão não acontecer?! Simples. Sorrio.
Parece simples. Mas se o fosse, seriamos todos felizes. Não é verdade, pois não?!...
O que eu quero é uma verdade simples, fácil de gerir, fácil de sentir, fácil de ser. Eu.
Eu quero ser feliz.
É dificil? Sorrio.
Se fosse fácil, seriamos todos, lá está!
Mas eu quero muito. Estarei disposto ao quê?
Eu sei, não o posso ser sozinho.
Terei que ser com os outros, os meus. Estará ai a verdade?
A verdade é que para seres feliz tens que fazer os outros felizes!
FELICIDADE NÃO É SINÓNIMO DE EGOÍSMO. NEM NUNCA O FOI!





AMO-TE!!!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

I love you

Da janela do meu escritório vejo a Tapada das Mercês, parte dela, porque, ver, falar, opiniar da TDM é um exercício que não está ao alcance de todos. Ela é força bruta desgovernada, a desarmonia de cores projectadas em estruturas de tijolo e cimento armado. A pluralidade da singulariedade. O conflito dissimulado e simulado, o confronto ao virar da esquina no subir das escadas. Os cafés que abriram agora fecham... os negócios de fundo de prédios que não são mais que montras partidas ou sujas e pintadas. As ruas que vão dar ao que precisas. Os escoamentos que entopem com as primeiras chuvas. As músicas africanas que nos embalam às três da manhã, os carros da polícia que parecem baratas tontas a varrerem as ruas e ruelas, enquanto os telemóveis dos pequenos criminosos parecem pirilâmpos, na noite, do alto do meu sétimo andar. Gosto de ti. És caracter e Mãe de todos não negas nada nem ninguém, não descriminas, não escolhes, não optas, estás lá para todos. No modelo, estamos lá todos. Nas finanças, estamos lá todos. Não somos ricos, não somos mesmos. Somos tudo, menos isso. E tu lá continuas... um arco-íris sujo que chegou a ser anunciado na Vaca Cornélia como uma urbanização de luxo, que o és. Mas não para aqueles que apenas de aparências vivem. Linda, alta, morena de cabelos ao vento, tu és...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Milkshake

"My milk shake brings all the (girls) to the yard,
And there like,
Its better than yours,
Damn right its better than yours,
I can teach you,
But I have to charge"

Tudo muda. Batidos. Body. Ego. Carga. Mega Moral.
E então? A vida é assim, feita de altos e baixos; "Pimenta no cú dos outros... no nosso é refresco."
Uma fase boa; eu e a míuda investimos de um modo sereno, gostamo-nos; mimamo-nos um ao outro e isso sabe tão bem!!!
O resto, o resto é isso mesmo. O resto.
Só interessa o que nos faz bem. Quem nos quer bem.


Chega-lhe: http://www.youtube.com/watch?v=6AwXKJoKJz4


See you later, Aligater.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sem sono, sem tema, um livro, "Kafka à beira-mar". Vou ler, isso é certo, porque bater aqui umas palavras é coisa para 5 minutos sem pensar muito.
Calor absurdo, o de hoje. Se tivesse companhia quando saí do trabalho tinha ido para a praia em vez do Gym. Mas de qualquer maneira foi bom. Suei muito, treinei pouco, mas aquela aula de abdominais valeu o treino. A professora foi mazinha, mas os abdominaia tablete agradecem!
Gosto de treinar e ver resultados, faz-me sentir bem.
A minha boneca já manda umas bocas do género "tás diferente.. estava agora a olhar para ti.. e eu assim né?!.. tenho que fazer alguma coisa não achas!?..". Eu achar, até acho. Mas também sei se abrir a boca para achar com sinceridade, ela não vai gostar, por mais sincero que eu seja, por isso remato sempre... "gorda gosto de ti assim com granda tranca, sabes que o menino gosta de comida na mesa!". Ela ri-se e, "estúpido" mas sente-se bem e apreciada; em abono da verdade, gosto mesmo dela assim, abusada...
Íamos aonde??!! Não tenho sono. Vou ler.





See you later, Aligater.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

"Então puto, que é feito?"

Jogamos juntos no R.R.M em Rio de Mouro, alcunha dele, Cavalo, a minha, Oliveirinha. Tinhamos respectivamente 15 e 16 anos. Tudo era novo, a vida dele não estava fácil. Dramas familiares, falta de condições em tudo, desapego emocional, um filme.
Eu tinha tudo. Todas as condições, não me faltava nada. Acompanhava os meus amigos de níveis sociais mais baixos porque eramos um grupo, uma equipa, eramos AMIGOS.
Eu e o Cavalo íamos para todo o lado, comia na minha casa, ficava lá a dormir, desabafava com os meus velhos... estavamos juntos.
Encontramo-nos no Pingo Doce. Temos 30 e 31 anos. Ele é sargento da Marinha, está muita bacano, confortável financeiramente, tem um canuco e está separado da mãe dele. Está ai... para a festa. Eu não estou mal, sou enfermeiro, tenho trabalho, ganho para viver, tenho uma canuca e estou separado da mãe dela. Estou ai... para festa.
Estamos disponíveis. Bem dispostos exteriormente e com vontade para tudo.
Olhei para as compras dele, impressionante, iguais às minhas com a diferença que ele tinha um pacote de leite e eu um pack de 24 mini sagres. Ainda lhe perguntei "Foda-se puto, para quê tanto leite?!" A o que ele me respondeu: " Tenho o meu puto lá em casa este fim-de-semana". Claro só poderia ser, o que mais?!
Solteiros, jovens, bonitos (q.b), dinheiro e disponíveis.
O que falta para correr bem?





See you later, aligater.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Um selo

Serviço de Finanças de Sintra 2 (Algueirão - Mem Martins). Hora de abertura, 09:00. 08:26 lá estava eu mais 16, contei-os. Pensei, ainda nem tomei o pequeno-almoço, lá fui eu a correr rua abaixo, uma ventania que dava para descolar e aterrar na Nova-Guiné. Tomei o pequeno-almoço na Chorona, também a mim me apetecia e não era pouco, mas contive-me. Agora a correr, rua acima, com o sentimento de culpa e, barriga cheia, deveria ter ficado à espera como as outras pessoas, sob pena de, agora, passar lá a manhã toda. 08:47. 23 pessoas à minha frente para os mais diversos assuntos: execuções fiscais, contenciosos, partilhas, IMI, e eu, a merda do selo do carro e dar baixa dos recibos verdes, hasta mañana muchacho!!
Impressionante. Perante vinte e tal pessoas, os funcionários daquela repartição iam chegando e entrando, passando pelas pessoas sem um único bom dia! Está bem que isto está fodido! Mas o mínimo de educação ainda se exige, estavamos ali à espera dos meninos, mas não era para nos darem nada, mas sim para resolvermos, todos nós, as nossas situações. No meio disto, passa um funcionário daquela repartição no meio de nós e solta um bom-dia  à capela que no meio daquilo tudo, sinto que foi revigorante no interior das pessoas. Não foi díficil foi simples até. É uma questão de atitude e educação.
Quem precisa está fodido!... pensei eu quando saí de lá, passavam 2 horas.





See you later, Aligater

 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A minha televisão tem um fusível queimado, não deve ser nada, porque eu tenho muitos e ando aqui.
Consigo trabalhar, socializar, jardar uma piada no momento certo, sem desespero mórbido, consigo passar por mim. Mais reservado, ok, mas o pessoal pensa que é o do cargo.
Olho para a televisão fodida e penso: "que falta esta merda me faz!". Passará-se o mesmo comigo? Não sei. Devo ser o único que deve estar com saudades minhas, pois os outros tem a vida e o problemas deles.
Não vejo solução ao perto, nem ao longe. Ela está lá e não deve estar muito escondida mas eu não vejo porque não quero ver.
Vivo o meus problemas em vez da minha vida então os meus problemas são a minha vida.
Não encontro outra explicação mais lógica para esta merda.
A televisão continua num estado zombie, automático com vida própria a tilintar o som de on e off não responde ao comando e para a desligar só mesmo da ficha, nada a faz parar. Ela não liga mas também não desliga.
Eu também nem ligo nem desligo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Meu velho

Não sei se te fez bem, mas sem dúvida, fez-te sentir melhor. Medo da dor, da limitação, da incapacidade, do envelhecimento. E eu vejo.
A massagem une-nos no toque, na intimidade, porque somos carne da mesma carne.
Tu sentes-te protegido e eu sinto-me teu protector, mas sinto também tristeza ou ver tudo isto assumir o rumo natural e pensar que já foste, e és a minha referência.
Tu sentes-te melhor, mas eu escrevo sobre aquele momento.
Tudo na minha cabeça são dúvidas, medos; e se tu não estiveres lá para mim, mesmo assim doente, meu velho?
Fui criança, adolescente, adulto imaturo e agora não me sinto capaz de assumir o meu papel nesta história macaca que é a vida.
Foda-se serei só eu? Ou haverá mais estorninhos por ai como eu?



See you...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pitinha

Tinhamos 20. Acabou tinhamos 22. Mas foram os dois anos de amor sincero. Agora vi-te, não és a mesma, não pensas o mesmo, não me olhas da mesma forma, somos diferentes.
Não interessa. Gostei de te ver, os meus olhos procuraram-te mas não te acharam, mesmo assim... és linda.
Gosto da tua gargalhada expontânea, gosto da tua ingenuidade, gosto da tua fragilidade, claro.. gosto de ti.
Os anos carregam histórias, todos sabemos, mas agora... o que importa? No fim de uma guerra sem vencedores nem vencidos, o que interessa é, aprender e seguir em frente.
O bolo estava bom. Desvalorizaste, mas estava. Eu sei que isso era importante.
Mas mesmo bom foi, olhar-te e transportar-me para os meus vinte anos. Foi só um café. Mas soube tão bem.





See you later, Aligater.

sábado, 26 de maio de 2012

"Me and My Girlfriend".

... poderia ser apenas uma previsão de tempo, mas não! É mais. É uma previsão de vida. Uma experiência nova, um território hostil, onde uma simples previsão de tempo pode ditar uma semana de sucesso, ou então, uma semana de frustração, de aborrecimento, de saudade, de querer ir embora.
Não, essa não é a minha preocupação. A minha preocupação é ela. Não sei o que hei-de fazer, tudo me parece um desafio e, a minha insegurança é a minha fraqueza. O meu coração atraiçoa-me, bate forte, incerto, de batida irregular.. não acompanho.
Ela preenche-me apenas com a sua presença. Sinto-me o dono do mundo, mas "O Mundo é Dela", e ela nem sempre me deixa ser parte dele.
Quero uma semana feliz, cheia de momentos bons para recordar.. quero vê-la feliz.
Amor, "O Mundo é Teu".http://youtu.be/QjAta8xLg3M

domingo, 22 de abril de 2012

Massa Atómica

Eu sou eu. É verdade que gosto de afirmações directas, curtas e concisas. Somos produtos de nós; carne armada no esqueleto, enervada pelo cérebro e comandada pela magia da natureza. O pensamento. Apenas acessível a uma espécie animal, a nossa.
Pensava à uns dias num conjunto de decisões que tinha tomado, no calor do momento, que me proibiam de fazer aquilo que mais queria naquela altura.
Confrontei-me se aquelas decisões ou comportamentos teriam sido as melhores ou se, se pensasse com razão e frieza não teria acabado por decidir qualquer coisa que fosse de encontro aquilo que eu realmente queria fazer.
Chamei-lhe de Orgulho, Eu, Postura, mas acabei por não me dar razão.
Nem sempre optamos pelo melhor.
Nem sempre agimos bem.
Nem sempre decidimos bem.
Nem sempre estamos bem.
Mas importante é seguirmos aquilo que pensamos ser.





See you later, Aligater.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

No Duche.

Falavamos sobre a nova condição de Solteiro, minha e do irmão dela, sobre o facto de estarmos separados, pelo menos eu, oficialmente, e de fazermos vidas libertinas e de bohémia, com muito prazer à mistura. Sentia falta disso na sua vida e mais do que isso, do risco, do proíbido, da mentira, de todo o prazer que isso dá, por se chamar infidelidade, no caso dela.
Eu conheço-a.
Sei que ela tem "fogo" dentro dela. Que é insatisfeita por natureza apesar da sua condição frágil. Frágil, mas apenas por condição, porque o que eles não sabem é que ela não é frágil, é forte. E mais. Gosta de foder, muito. Que a fodam, muito. Que a façam sentir mulher, porque o marido não a faz. Eu sei disso, no entanto continuo a ouvi-la a invejar-nos a nossa vida e, a lamentar-se da sua.
Interrompo-a de repente! E digo-lhe: "Tu não és mulher de ficar sem prazer e insatisfeita... o que é que andas-te a fazer por Lisboa? Só a ensinar os putos?... viro-me com indiferença às minhas próprias palavras e encho um copo com água da torneira. Ela olha-me enquanto eu o encho. Sinto-o.
Viro-me para ela e olho-a nos olhos, ela também. Não exitamos. Olhamo-nos largos segundos. Ela diz a olhar-me: "Se eu te contasse... bom é melhor mudarmos de assunto que já estou a falar demais". "Ok" disse eu.
"Vou ter que te dizer uma coisa... quando eramos putos e iamos ao rio e eu te via em fato de banho... quando chegava a casa tomava banhos demorados". Ela olhava-me intensamente, estava calor ali, e quase a nevar lá fora. Ri-se e diz-me: "Então agora nada...". Agora estava nervosa e eu sentia-lo. Disse-lhe logo naquele momento: "Dizia-te uma coisa mas acho que se calhar nem ao ouvido!" Ela "diz". "Caga nisso". "Oh!", em jeito de desapontamento e conformada com a desistência ou minha falta de coragem. Mas não. Voltou a dizer: "Diz" aí nao exitei, avancei para ela colei-lhe a boca ao ouvido e falei-lhe, com o coração a bater a mil de excitação. "Adorava foder-te toda!" Espero um segundo e sinto a excitação como quem sente um tremor de terra! A minha mão no queixo dela a minha língua a procurar a dela e, a achar. A minha outra mão naquele imenso papo de cona.
A ganga das calças quase que arde!
Ela geme qualquer coisa, é prazer, puro!
Nervoso. Excitado. Atabalhoado! Abro-lhe o zíper das calças e desço-as, agressivamente. Desço as minhas também. Viro-a sem respeito nenhum e procuro-a por trás. Encontro-a. Penetro-a à bruta. Agarro-lhe nos cabelos como quem domina um animal e continuo a penetrá-la. Estou a fodê-la como ela quer e gosta. Geme na banca da cozinha de uma forma sofrida mas ao mesmo tempo libertadora. Estou quase lá... dou-lhe chapadas no rabo-violão, chamo-a de puta e digo-lhe que era assim que ela queria ser fodida! Vimo-nos numa sinfonia desconcertante de graves e agudos. Fico pendurado nas costas dela e ela apoiada na banca. Subo as calças e saio porta fora. Não nos olhamos. Não nos falamos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina."

Hoje em pleno dia de mudança orgânica, do serviço, quer a nível estrutural, quer a nivel funcional ou laboral, olhava para o estagiários agarrados aos seus portáteis topo de gama, telemóveis iqqcoisa e outros engenhos tecnológicos e pensava para mim... "olha-me estes cromos asseados, de corte de cabelo radical, perfumados e de mãos sensíveis em forma de batanetes! Isto de certeza que não vieram para aqui trabalhar, mas sim, apresentar projectos de melhoria, inovação e desenvolvimentos?!". Inevitável. Olhei para o meu telémovel ruído, batido, empenado, (até um carro já lhe passou por cima, ah pois!) para a minha farda branca suja; manchas de óleo e resíduos do dia... as minhas olheiras e dor de cabeça constante, e pensei: "Quem sabe faz, quem não sabe ensina." É a única coisa que ao fim de algum tempo a chefiar equipas, eu sei. Queres mostrar que sabes, faz, lidera, motiva e nunca te encolhas ou escondas! Os nossos, estão-nos a ver.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa

Tenho família mas quase não parece! Estou em casa sozinho, a ver filmes de matiné, ligou-me um amigo para ir beber um café ao shopping, já está farto de estar com a dele... engraçado.
Estou de fato de treino, com um cinzeiro ao lado, sentado no sofá com a barba por desfazer. Ainda não almocei e tenho um gosto estranho na boca.
È Pascoa.. Aleluia Aleluia!!... Boas Festas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Comandante sem exército

Sou eu. Pelo menos é isso que sinto. Sou a pessoa de quem se fala, quem decide, que organiza, quem aparece, sou respeitado, sou amigo, sou o Enfermeiro Bruno. Quem? O Enfermeiro Bruno. Isso? Tens que falar com o Enfermeiro Bruno. Sou eu. Das oito às dezasseis e qualquer coisa, sou eu. Um comandante de muitos, alguns até que desconheço, mas sou eu quem diz. Depois? O meu canto me espera, a minha solidão é a minha casa, a minha vontade, o meu espaço, o meu querer, o meu tempo. Quero tudo por pouco tempo e nada me satisfaz, sou preenchido pela libertinagem do meu ser... sou prisioneiro de mim.
Ninguém me interessa e, eu não interesso a ninguém. O meu telefone toca uma vez de vez em quando e, é publicidade móvel ou trabalho, nada mais, também nada mais me interessa porque não tenho interesse. Apenas um momento fechado em poucas horas de prazer intenso. Vivo para isso.
O meu querer vive preso à minha vontade e nada se liga ao que sinto porque, eu sinto. Sinto intensamente, como um dia de Verão, onde não se está bem em lado nenhum de forma alguma. Sinto assim.
Hoje sinto-me bem, recordo-me, apenas, de ontem e amanhã. Porque senti e vou sentir.
O meu coração bate mais à algum tempo, a ansiedade envolve-me em desespero, e eu sinto. O meu coração bate ainda mais. Para mim é sempre Verão. O calor do desespero é reconfortante neste altura... irónico... chega a ser até.
Quando olho para mim... nem sequer consigo entender quem vejo. Mas tudo se faz com um sentido, tudo tem um sentido. Mas foda-se, qual será o meu?
See you later, Aligater!!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Hoje

Ao fim de um ano e tal e, alguns dias, lembrei-me. Lembrei-me poderá não ser a palavra mais adequada, ainda para mais, quando a vontade de escrever é grande e te invade sob a forma de impulsos. Fiquei curioso sobre aquilo que já tinha escrito e com vontade de reler. Consigo sentir, ver, analisar todo o meu estado simplesmente pela maneira como escrevi, como pontuei, ou quis pontuar. Como falei de determinado assunto naquele momento.
Sinto que viajo, não dentro do meu pensamento mas ao lado dele. Estou simplesmente lá. Ao lado. A ver-me escrever. A ver-me sentir. A ver-me!
Hoje sinto-me amorfo, pesado, asténico, tranquilo mas incomodado, sem muito para fazer mas com o peso do mundo, sinto-me esquisito!
Procurei ver o que sentia à pouco tempo atrás, estranho... sentia com mais responsabilidade e sofrimento, mas sentia melhor. Hoje sinto-me à parte, alheado de tudo, se calhar não me sinto!
Passando à frente e, escrevendo para os meus seguidores Norte-Americanos, principalmente, para quem eu tenho uma grande responsabilidade de cumprir e, escrever com alguma assiduídade, fica aqui o desejo que vão lendo o que esta pessoa vai escrevendo pois, vem directo daquela parte de nós que ninguém domina e onde reina a desordem, a confusão e a verdade.
See you later, Aligater.