quarta-feira, 16 de março de 2011

Add Friend

A questão è esta... Quanto tempo vai durar o Facebook? 5 anos, 10 anos, 20 anos?? Possivelmente não tanto. Hi5 esgotou os recursos, como qualquer extraterrestre, que invade o planeta Terra, num filme desses aí.
Então assim como activos tóxicos baseados em especulação bolsista, não estamos a falar do mesmo?
Hoje a necessidade do en'rede' social tornou-se de tal maneira parte das nossas vidas que filmes como o "Os Substitutos", em português, aparecem como uma realidade cada vez mais real e assustadora. È opção ficarmos em casa a pesquisar a vida dos outros, em vez, de nos darmos a conhecer e vivermos a nossa própria vida? Desde o momento em que prescindimos da individualidade, seremos o quê?
Namorar, sair, curtir, apanhar uma bezana, fumar um parpanho, ir ao cinema (sem sacar e ver no portátil), jantar fora (e não mandar vir para não perder aquele post e coisas assim).
O que è isto afinal? Estamos todos malucos... somos organismos simbióticos ás maquinas e serão elas que vivem através de nós? Começa-se a perder o firmamento, como aquele barco lá ao fundo que parece já estar a desaparecer ou a descer uma catarata em pleno oceano... não se sabe ao certo, mas é ali que reside o ponto da questão.
Acredito que esta como outras redes socias, tendem inevitávelmente a aparecer, perder a piada e depois desaparecer mas um novo modo de vida veio para ficar, o virtual.
Assusta-me esse cenário à "Blade Runner", futurista num passado recente, e passado num presente futuro.
Iremos perder a chuva no inverno, o sol no verão e as minis geladas na esplanada com uma caracolada? O futuro recente aproxima-se e só não vê quem não quer, basta sair à rua e ver que tudo o que temos é de plástico, silicone, brozeados falsos, corpos bombados que apenas tem um propósito, uma boa imagem, uma boa fotografia, um grande flash. De preferência numa grande discoteca, cheia de gente bonita (igual) a transbordar felicidade e confiança. E depois? Gravar e por na net.. de preferência o quanto antes para não parecer que foi à séculos passados.
Não compreendo como chegamos a isto tão depressa e desta maneira. Foi preciso vir um terramoto no Japão para vermos que este novo modo de vida, o virtual, não tem qualquer fundamento nem sentido, perdi 50 amigos japoneses, do Facebook, e isso não moveu um único sentimento meu... esta é a vida que nós estamos a construir para nós. Sem sentimentos, emoções, ligações e mesmo razoabilidade. Somos Máquinas?
See you later, Aligater

sábado, 12 de março de 2011

Here i go again on my own

Bem, ontem fui para ver The Rite, com Anthony Hopkins, como estrela maior, acabei a ver Caça ás Bruxas com Nicolas Cage, no seu percurso descendente.
Após ter comprado os bilhetes fui fumar um cigarro, e quando na vinda para a sala, uma rapariga destas, à moda, "geração à rasca" (que é a minha, pessoal dos 30tas), do estilo, visto-me á bloquista mas as botas custaram-me 150 euros na Lanidor, "Chega-te à frente ò Mãe", devia ter 20tes, caminhava no corredor do shopping, ajeitou a roupa e o chacecol, e um suposto botão saltou do meio de tanta roupa e pontas de algodão, naquele momento em jeito paternalista, bondoso e amigo larguei um "olhe desculpe, deixou cair, parece-me, um botão!"... ela olhou por cima do ombro, primeiro, para mim, depois, para o chão e disse... "não é um botão, é 1 cêntimo!" e seguiu como se já estivesse atrasada para o filme, se é que ía para ai.
Naquele momento um amigo meu soltou uma gargalhada e depois: "Foda-se tá do caralho, isto! Ainda andam para ai a falar em crise! o pessoal não se baixa nem para apanhar 1 euro quanto mais 1 cêntimo!... ò puto?!!, tu apanhavas?!!" pensei para mim, "eu apanhava, não porque preciso, mas por orgulho, dinheiro é dinheiro".
Será que quando esta crise passar e nós sairmos dela grandes e vitoriosos, redefeniremos ou calcularemos de novo a matemática e acabamos com o número 1, de vez?
Sempre desprezamos 1 tostão, 1 cêntavo, 1 escudo e agora 1 cêntimo (irónicamente, 2 escudos). Tudo isto, será uma presunção metropolitana, dos grandes subúrbios, não se passando nada disto nas zonas rurais?
O número 1 representa para nós, pouco, estado singular, mediocridade, solidão, pequenez e tudo aquilo, que nós portugueses, não gostamos.
Olhamos ao espenho e não gostamos do que vemos.
Mas é isso que nós somos, 1 cêntimo não tem culpa.
Estamos sozinhos, somos pequenos e não temos ninguém para nos ajudar. Vamos mas é guardar todos os cêntimos que tivermos, mostrarmos solidariedade uns aos os outros e empurrar, juntos.
Que se foda a Europa e os alemães nela, nós vamos dar a volta por cima, como já o fizemos antes.
Hoje é dia de Manifestação da "Geração à rasca", a minha portanto. Não pude ir porque trabalho. Mas estamos juntos. Estou incondicionalmente do lado daquelas que por lá estão, com motivos, sem motivos, com ideias, sem ideias, com objectivos, sem objectivos, com todos. Porque, aliás, é uma manif, por isso até se me doer os dentes me posso queixar!?.. ou não?!!.. tenho 30tas e pertenço a esta geração.. estamos juntos.
Quanto ao título, Whitesnake.
See you later, Aligater.

terça-feira, 1 de março de 2011

2-1 pá casa... foi assim. Sofreu-se a bom sofrer. Sentiu-se um odor intenso a injustiça pairar no ar, e uma sorte azarada. Mas no fim, soube a raiva, vingança, justiça e injustiça, a sorte mas ao mesmo tempo, azar, a alivío mas ao mesmo tempo, lógico. Ganhamos. Desta vez não interessa como. Porque soube mesmo bem. ToMAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Vai BusCar PoRQue Já LÁ MoRA!!!