segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

97:54:13

Em contra-relógio é assim o meu trabalho e com aqueles que trabalho. O que vivemos uns com os outros, o que brincamos, as confissões mais íntimas, as xalaças, os gozos, os momentos sérios, as decisões, as opiniões, o diáloguo aberto, tudo corre dentro de um espaço e de um tempo. Mas eu sei que para eles o tempo é limitado e o start foi dado a algum tempo e o stop está na eminência. Cabe-me a mim fazer o tempo passar naturalmente (quando nada tem de natural), da melhor forma e com a maior qualidade.. faz de mim o quê? Timemaker? Peacemaker? Ou simplesmente um como os outros que tenta dar aquilo que um dia gostaria de receber? Respeito.
See you later, Aligater

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

3:36

A esta hora, trabalho. Faço propriamente nada, estou a receber á hora para isso. Mas estou de sentinela, vigíl e ágil como um gato. A fome é que já aperta e está na hora de improvisar qualquer coisa para enganar "o saco". Escrevo mas sem vontade porque também a esta hora, esperto e vigíl, pachorra só mesmo para manter o sono afastado, que a possibilidade desse menino se apoderar da minha carcaça remete-me logo para outro problema,.. onde a estacionar? Pois é. Voltando... tenho um colega estacionado e outro no Xaxo ali ao lado num conversê que não tem fim, nem meio! Por mais estranho que pareça. Isso é o bom das novas redes sociais, telemóveis com messenger que tiram mega-fotografias e net a cair das árvores que nem mamões, tudo nesta linha. O pessoal vive num mundo hiperactivo onde tudo se assemelha a luzinhas, botões, ecrâs, conversas disparadas de qualquer lado apenas com um começo sem meio nem fim, tipo: - oi! tás ai!? então! saiste!? tás bem?! Qualquer coisa que se agarra e se dá resposta e logo em seguida se bloqueia, desliga, não responde, caguei e andei... então continuemos porque mais lá à frente apanhamos o fio á meáda. Este mundo virtual de lôdo informático transporta-nos para vidas hiperactivas onde todos os dias é natal e onde adormecemos ao som dos alertas do mails, messenger e facebook a como que a dizerem-nos: não durmas! comunica, responde, reage! combina! mas atenção... sempre conectado! Não saias, manda vir qualquer coisa e pita por ai.. porque se sais como é que vais orientar o en"rede" social e os mails que chegam aos magotes do pessoal que conheces e não.
O meu colega estacionou. Neste momento sou o único vigíl, em porta-de-armas, para as situações de merda e confusão que vão surgindo. Sou um soldado, dos duros. O trabalho para mim é, deixa cá ver.. a mesma merda do que para os outros, só que não tenho sono. Apetece chegar ao pé deles e dizer-lhes: - Meus meninos! Um Homem é um Homem e um gato é um bicho! Ver a cara deles e desatar-me a rir, é o cansaço e a fome. Mas da segunda ainda tenho solução para ela. Ritmo Circadiano qualquer coisa como dia e noite, Sol e Lua, acordado e a dormir, mas a verdade é que tudo muda quando subvertemos os papeis e forçamos o contrário a acontecer. Os juízos tornam-se dúbios, o mal feito passa a ser o melhor no momento e amanhã de manhã logo se resolve. A noite é dos morcegos por alguma razão senão não andavam tantos para ai de cabeça virada pela manhã. Já não consigo escrever mais merda só por escrever vou-me render á evidência e comer alguma coisa, fumar um cigarro e esperar por outra situação de merda. Venha ela.
Ainda sou o mesmo gajo que escreveu outras coisas por ai?!! Sinto que não. Este texto tem tanto de mim como a merda de sitio onde estou agora.
See you later, aligater

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

1919

...estava a almoçar e quando fui para deitar azeite nas batatas.. marca continente? Pensei cá para mim, vou lançar a "boquita", então acabou-se o Galo ou kê?! Do outro lado veio: - à que poupar que isto tá mau!... Foi aí que eu me apercebi, realmente, no aspecto físico, material e materializado, da já tão falada crise. Entrou-me em casa como um Tiro de Snipper e atingiu-me mesmo na boca! (não me caia agora um dentinho para juntar á festa). Ora lá por casa sempre fomos um pouco esquisitinhos nas questões dos azeites e a opção recaiu sempre sobre o inevitável e com pouca acidez, Galo. Derrepente, isto! Meus amigos, dado que nós pertencemos a uma classe média, normalíssima, posso-vos garantir que por essas capoeiras mais galos vão deixar de ser opção... Vai ser o grande Reinado do Garnizé.
Azeite Galo a cantar desde?
See You Later, Aligater