domingo, 22 de abril de 2012

Massa Atómica

Eu sou eu. É verdade que gosto de afirmações directas, curtas e concisas. Somos produtos de nós; carne armada no esqueleto, enervada pelo cérebro e comandada pela magia da natureza. O pensamento. Apenas acessível a uma espécie animal, a nossa.
Pensava à uns dias num conjunto de decisões que tinha tomado, no calor do momento, que me proibiam de fazer aquilo que mais queria naquela altura.
Confrontei-me se aquelas decisões ou comportamentos teriam sido as melhores ou se, se pensasse com razão e frieza não teria acabado por decidir qualquer coisa que fosse de encontro aquilo que eu realmente queria fazer.
Chamei-lhe de Orgulho, Eu, Postura, mas acabei por não me dar razão.
Nem sempre optamos pelo melhor.
Nem sempre agimos bem.
Nem sempre decidimos bem.
Nem sempre estamos bem.
Mas importante é seguirmos aquilo que pensamos ser.





See you later, Aligater.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

No Duche.

Falavamos sobre a nova condição de Solteiro, minha e do irmão dela, sobre o facto de estarmos separados, pelo menos eu, oficialmente, e de fazermos vidas libertinas e de bohémia, com muito prazer à mistura. Sentia falta disso na sua vida e mais do que isso, do risco, do proíbido, da mentira, de todo o prazer que isso dá, por se chamar infidelidade, no caso dela.
Eu conheço-a.
Sei que ela tem "fogo" dentro dela. Que é insatisfeita por natureza apesar da sua condição frágil. Frágil, mas apenas por condição, porque o que eles não sabem é que ela não é frágil, é forte. E mais. Gosta de foder, muito. Que a fodam, muito. Que a façam sentir mulher, porque o marido não a faz. Eu sei disso, no entanto continuo a ouvi-la a invejar-nos a nossa vida e, a lamentar-se da sua.
Interrompo-a de repente! E digo-lhe: "Tu não és mulher de ficar sem prazer e insatisfeita... o que é que andas-te a fazer por Lisboa? Só a ensinar os putos?... viro-me com indiferença às minhas próprias palavras e encho um copo com água da torneira. Ela olha-me enquanto eu o encho. Sinto-o.
Viro-me para ela e olho-a nos olhos, ela também. Não exitamos. Olhamo-nos largos segundos. Ela diz a olhar-me: "Se eu te contasse... bom é melhor mudarmos de assunto que já estou a falar demais". "Ok" disse eu.
"Vou ter que te dizer uma coisa... quando eramos putos e iamos ao rio e eu te via em fato de banho... quando chegava a casa tomava banhos demorados". Ela olhava-me intensamente, estava calor ali, e quase a nevar lá fora. Ri-se e diz-me: "Então agora nada...". Agora estava nervosa e eu sentia-lo. Disse-lhe logo naquele momento: "Dizia-te uma coisa mas acho que se calhar nem ao ouvido!" Ela "diz". "Caga nisso". "Oh!", em jeito de desapontamento e conformada com a desistência ou minha falta de coragem. Mas não. Voltou a dizer: "Diz" aí nao exitei, avancei para ela colei-lhe a boca ao ouvido e falei-lhe, com o coração a bater a mil de excitação. "Adorava foder-te toda!" Espero um segundo e sinto a excitação como quem sente um tremor de terra! A minha mão no queixo dela a minha língua a procurar a dela e, a achar. A minha outra mão naquele imenso papo de cona.
A ganga das calças quase que arde!
Ela geme qualquer coisa, é prazer, puro!
Nervoso. Excitado. Atabalhoado! Abro-lhe o zíper das calças e desço-as, agressivamente. Desço as minhas também. Viro-a sem respeito nenhum e procuro-a por trás. Encontro-a. Penetro-a à bruta. Agarro-lhe nos cabelos como quem domina um animal e continuo a penetrá-la. Estou a fodê-la como ela quer e gosta. Geme na banca da cozinha de uma forma sofrida mas ao mesmo tempo libertadora. Estou quase lá... dou-lhe chapadas no rabo-violão, chamo-a de puta e digo-lhe que era assim que ela queria ser fodida! Vimo-nos numa sinfonia desconcertante de graves e agudos. Fico pendurado nas costas dela e ela apoiada na banca. Subo as calças e saio porta fora. Não nos olhamos. Não nos falamos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina."

Hoje em pleno dia de mudança orgânica, do serviço, quer a nível estrutural, quer a nivel funcional ou laboral, olhava para o estagiários agarrados aos seus portáteis topo de gama, telemóveis iqqcoisa e outros engenhos tecnológicos e pensava para mim... "olha-me estes cromos asseados, de corte de cabelo radical, perfumados e de mãos sensíveis em forma de batanetes! Isto de certeza que não vieram para aqui trabalhar, mas sim, apresentar projectos de melhoria, inovação e desenvolvimentos?!". Inevitável. Olhei para o meu telémovel ruído, batido, empenado, (até um carro já lhe passou por cima, ah pois!) para a minha farda branca suja; manchas de óleo e resíduos do dia... as minhas olheiras e dor de cabeça constante, e pensei: "Quem sabe faz, quem não sabe ensina." É a única coisa que ao fim de algum tempo a chefiar equipas, eu sei. Queres mostrar que sabes, faz, lidera, motiva e nunca te encolhas ou escondas! Os nossos, estão-nos a ver.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa

Tenho família mas quase não parece! Estou em casa sozinho, a ver filmes de matiné, ligou-me um amigo para ir beber um café ao shopping, já está farto de estar com a dele... engraçado.
Estou de fato de treino, com um cinzeiro ao lado, sentado no sofá com a barba por desfazer. Ainda não almocei e tenho um gosto estranho na boca.
È Pascoa.. Aleluia Aleluia!!... Boas Festas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Comandante sem exército

Sou eu. Pelo menos é isso que sinto. Sou a pessoa de quem se fala, quem decide, que organiza, quem aparece, sou respeitado, sou amigo, sou o Enfermeiro Bruno. Quem? O Enfermeiro Bruno. Isso? Tens que falar com o Enfermeiro Bruno. Sou eu. Das oito às dezasseis e qualquer coisa, sou eu. Um comandante de muitos, alguns até que desconheço, mas sou eu quem diz. Depois? O meu canto me espera, a minha solidão é a minha casa, a minha vontade, o meu espaço, o meu querer, o meu tempo. Quero tudo por pouco tempo e nada me satisfaz, sou preenchido pela libertinagem do meu ser... sou prisioneiro de mim.
Ninguém me interessa e, eu não interesso a ninguém. O meu telefone toca uma vez de vez em quando e, é publicidade móvel ou trabalho, nada mais, também nada mais me interessa porque não tenho interesse. Apenas um momento fechado em poucas horas de prazer intenso. Vivo para isso.
O meu querer vive preso à minha vontade e nada se liga ao que sinto porque, eu sinto. Sinto intensamente, como um dia de Verão, onde não se está bem em lado nenhum de forma alguma. Sinto assim.
Hoje sinto-me bem, recordo-me, apenas, de ontem e amanhã. Porque senti e vou sentir.
O meu coração bate mais à algum tempo, a ansiedade envolve-me em desespero, e eu sinto. O meu coração bate ainda mais. Para mim é sempre Verão. O calor do desespero é reconfortante neste altura... irónico... chega a ser até.
Quando olho para mim... nem sequer consigo entender quem vejo. Mas tudo se faz com um sentido, tudo tem um sentido. Mas foda-se, qual será o meu?
See you later, Aligater!!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Hoje

Ao fim de um ano e tal e, alguns dias, lembrei-me. Lembrei-me poderá não ser a palavra mais adequada, ainda para mais, quando a vontade de escrever é grande e te invade sob a forma de impulsos. Fiquei curioso sobre aquilo que já tinha escrito e com vontade de reler. Consigo sentir, ver, analisar todo o meu estado simplesmente pela maneira como escrevi, como pontuei, ou quis pontuar. Como falei de determinado assunto naquele momento.
Sinto que viajo, não dentro do meu pensamento mas ao lado dele. Estou simplesmente lá. Ao lado. A ver-me escrever. A ver-me sentir. A ver-me!
Hoje sinto-me amorfo, pesado, asténico, tranquilo mas incomodado, sem muito para fazer mas com o peso do mundo, sinto-me esquisito!
Procurei ver o que sentia à pouco tempo atrás, estranho... sentia com mais responsabilidade e sofrimento, mas sentia melhor. Hoje sinto-me à parte, alheado de tudo, se calhar não me sinto!
Passando à frente e, escrevendo para os meus seguidores Norte-Americanos, principalmente, para quem eu tenho uma grande responsabilidade de cumprir e, escrever com alguma assiduídade, fica aqui o desejo que vão lendo o que esta pessoa vai escrevendo pois, vem directo daquela parte de nós que ninguém domina e onde reina a desordem, a confusão e a verdade.
See you later, Aligater.