Sou eu. Pelo menos é isso que sinto. Sou a pessoa de quem se fala, quem decide, que organiza, quem aparece, sou respeitado, sou amigo, sou o Enfermeiro Bruno. Quem? O Enfermeiro Bruno. Isso? Tens que falar com o Enfermeiro Bruno. Sou eu. Das oito às dezasseis e qualquer coisa, sou eu. Um comandante de muitos, alguns até que desconheço, mas sou eu quem diz. Depois? O meu canto me espera, a minha solidão é a minha casa, a minha vontade, o meu espaço, o meu querer, o meu tempo. Quero tudo por pouco tempo e nada me satisfaz, sou preenchido pela libertinagem do meu ser... sou prisioneiro de mim.
Ninguém me interessa e, eu não interesso a ninguém. O meu telefone toca uma vez de vez em quando e, é publicidade móvel ou trabalho, nada mais, também nada mais me interessa porque não tenho interesse. Apenas um momento fechado em poucas horas de prazer intenso. Vivo para isso.
O meu querer vive preso à minha vontade e nada se liga ao que sinto porque, eu sinto. Sinto intensamente, como um dia de Verão, onde não se está bem em lado nenhum de forma alguma. Sinto assim.
Hoje sinto-me bem, recordo-me, apenas, de ontem e amanhã. Porque senti e vou sentir.
O meu coração bate mais à algum tempo, a ansiedade envolve-me em desespero, e eu sinto. O meu coração bate ainda mais. Para mim é sempre Verão. O calor do desespero é reconfortante neste altura... irónico... chega a ser até.
Quando olho para mim... nem sequer consigo entender quem vejo. Mas tudo se faz com um sentido, tudo tem um sentido. Mas foda-se, qual será o meu?
See you later, Aligater!!!!
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