Falavamos sobre a nova condição de Solteiro, minha e do irmão dela, sobre o facto de estarmos separados, pelo menos eu, oficialmente, e de fazermos vidas libertinas e de bohémia, com muito prazer à mistura. Sentia falta disso na sua vida e mais do que isso, do risco, do proíbido, da mentira, de todo o prazer que isso dá, por se chamar infidelidade, no caso dela.
Eu conheço-a.
Sei que ela tem "fogo" dentro dela. Que é insatisfeita por natureza apesar da sua condição frágil. Frágil, mas apenas por condição, porque o que eles não sabem é que ela não é frágil, é forte. E mais. Gosta de foder, muito. Que a fodam, muito. Que a façam sentir mulher, porque o marido não a faz. Eu sei disso, no entanto continuo a ouvi-la a invejar-nos a nossa vida e, a lamentar-se da sua.
Interrompo-a de repente! E digo-lhe: "Tu não és mulher de ficar sem prazer e insatisfeita... o que é que andas-te a fazer por Lisboa? Só a ensinar os putos?... viro-me com indiferença às minhas próprias palavras e encho um copo com água da torneira. Ela olha-me enquanto eu o encho. Sinto-o.
Viro-me para ela e olho-a nos olhos, ela também. Não exitamos. Olhamo-nos largos segundos. Ela diz a olhar-me: "Se eu te contasse... bom é melhor mudarmos de assunto que já estou a falar demais". "Ok" disse eu.
"Vou ter que te dizer uma coisa... quando eramos putos e iamos ao rio e eu te via em fato de banho... quando chegava a casa tomava banhos demorados". Ela olhava-me intensamente, estava calor ali, e quase a nevar lá fora. Ri-se e diz-me: "Então agora nada...". Agora estava nervosa e eu sentia-lo. Disse-lhe logo naquele momento: "Dizia-te uma coisa mas acho que se calhar nem ao ouvido!" Ela "diz". "Caga nisso". "Oh!", em jeito de desapontamento e conformada com a desistência ou minha falta de coragem. Mas não. Voltou a dizer: "Diz" aí nao exitei, avancei para ela colei-lhe a boca ao ouvido e falei-lhe, com o coração a bater a mil de excitação. "Adorava foder-te toda!" Espero um segundo e sinto a excitação como quem sente um tremor de terra! A minha mão no queixo dela a minha língua a procurar a dela e, a achar. A minha outra mão naquele imenso papo de cona.
A ganga das calças quase que arde!
Ela geme qualquer coisa, é prazer, puro!
Nervoso. Excitado. Atabalhoado! Abro-lhe o zíper das calças e desço-as, agressivamente. Desço as minhas também. Viro-a sem respeito nenhum e procuro-a por trás. Encontro-a. Penetro-a à bruta. Agarro-lhe nos cabelos como quem domina um animal e continuo a penetrá-la. Estou a fodê-la como ela quer e gosta. Geme na banca da cozinha de uma forma sofrida mas ao mesmo tempo libertadora. Estou quase lá... dou-lhe chapadas no rabo-violão, chamo-a de puta e digo-lhe que era assim que ela queria ser fodida! Vimo-nos numa sinfonia desconcertante de graves e agudos. Fico pendurado nas costas dela e ela apoiada na banca. Subo as calças e saio porta fora. Não nos olhamos. Não nos falamos.
1 comentário:
hum...
caso sério...
Faz -me lembrar o padre amaro...
caso raro...
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