terça-feira, 30 de abril de 2013

O Teu Beijinho

Amor, ali estou eu a ver-te. Cheguei e tu viste-me logo. A idade permite-te isso. Os teus sentidos são os meus, os teus sentimentos são meus, mesmo assim tu viste-me e eu sorri para ti.
Sorrio sempre para ti. Passaram 6 anos e eu sorri sempre para ti. O Beijinho que o papá te deu hoje deixou-te envergonhada perante os teus amiguinhos mas, o meu coração achou que tu gostaste e que precisavas.
Esperei pacientemente 40 minutos que tomasses banho, e ali estava o pai a sorrir para ti para te dar o teu Beijinho.
O meu Beijinho há-de ser sempre teu.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

DURO

Diclofenac. Nolotil. Gabapentina, caso eu pensasse que tinha sem ter e, outras merdas mais. Nada. Nada alivia a dor no esqueleto que começa a ser minha também. Eu quero ignorar as mazelas mas, elas estão lá. Irónico.. as do coração começam a ser reabsorvidas com o pleno da vida, agora, estas que eu sempre pensei aguentar e superar, começam a impor-se como uma sombra, um veneno, que me percorre o corpo e me puxa para trás.
Hoje, à hora a que escrevo, um banho e um nolotil, confundem o suplício do estrago e, conferem ao corpo um estado de relativo bem-estar. Tem prazo. Tem sempre. Parece-me que o médico que nada sabe irá ser a próxima pessoa a quem irei recorrer na esperança de um tratamento milagroso, mas não me parece. Então, adio o aborrecimento de me expôr ao iluminado.
No entanto, amanhã jogo a final de um torneio de futebol, nada demais, mas não quero perder.
As pernas parecem um mapa lunar onde partes negras mostram extintos lagos de sangue provocados por pancadas fortes.. a bacia, a bacia tá igual à de um labrador com displasia da anca, não tem ponta por onde se pegue. Assim sorrio, com o estado miserável em que o meu corpo se encontra. Mesmo assim.
Amanhã é para ganhar.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Podia imaginar que eras tu... mas agora pouco importa.
Até podes ler o que eu escrevo. É para ti alguns textos. Mas também agora, pouco importa, porque este é mesmo para ti.
Tu, esquilrra, não serias mais que a soma de um nada, multiplicado num tudo que daria um infinito vazio, mesmo assim, dedico-te estas palavras à data que tu as leres.
Olha para a merda que fazes.
Vê as repercursões disso lá à frente porque quem vai sofrer... vais mesmo ser tu.
Ninguém compra os sentimentos, ninguém ganha a admiração e o respeito dos outros com truques e esquemas porque, é uma questão de tempo para o invés.
Tu não nasceste com aquele brilho de alguns, humildade, seriedade, honestidade ou mesmo bondade. Isso ficou nos cães e nos gatos.
- Olha!! A inveja que te enche o coração nem sempre estará lá para alimentar o ódio que te preenche. Já pensaste quando não tiveres nada nem ninguém para chateares ou para te virares?! Pode ser que nessa altura aquilo que é realmente importante para ti e, tu sabes bem, também já não te ame da mesma maneira.
Ódio não alimenta amor.. e ya, também não andam de mãos dadas, caso penses que sim.
Vive com menos: Ódio. Inveja. Cobiça. Rancor. Azedume. E pode ser, pode ser, que nem tudo esteja estragado na tua vida infeliz.
Olhar para ti.. é não ver nada, não reconhecer nada. É simplesmente triste. Porque o és.
Não guardo mal, porque quero o bem à minha volta.
 
O MEU BRILHO...


P.S: Estamos bem. Relaxa.




See you later, aligater.