quarta-feira, 24 de abril de 2013

DURO

Diclofenac. Nolotil. Gabapentina, caso eu pensasse que tinha sem ter e, outras merdas mais. Nada. Nada alivia a dor no esqueleto que começa a ser minha também. Eu quero ignorar as mazelas mas, elas estão lá. Irónico.. as do coração começam a ser reabsorvidas com o pleno da vida, agora, estas que eu sempre pensei aguentar e superar, começam a impor-se como uma sombra, um veneno, que me percorre o corpo e me puxa para trás.
Hoje, à hora a que escrevo, um banho e um nolotil, confundem o suplício do estrago e, conferem ao corpo um estado de relativo bem-estar. Tem prazo. Tem sempre. Parece-me que o médico que nada sabe irá ser a próxima pessoa a quem irei recorrer na esperança de um tratamento milagroso, mas não me parece. Então, adio o aborrecimento de me expôr ao iluminado.
No entanto, amanhã jogo a final de um torneio de futebol, nada demais, mas não quero perder.
As pernas parecem um mapa lunar onde partes negras mostram extintos lagos de sangue provocados por pancadas fortes.. a bacia, a bacia tá igual à de um labrador com displasia da anca, não tem ponta por onde se pegue. Assim sorrio, com o estado miserável em que o meu corpo se encontra. Mesmo assim.
Amanhã é para ganhar.

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