Da janela do meu escritório vejo a Tapada das Mercês, parte dela, porque, ver, falar, opiniar da TDM é um exercício que não está ao alcance de todos. Ela é força bruta desgovernada, a desarmonia de cores projectadas em estruturas de tijolo e cimento armado. A pluralidade da singulariedade. O conflito dissimulado e simulado, o confronto ao virar da esquina no subir das escadas. Os cafés que abriram agora fecham... os negócios de fundo de prédios que não são mais que montras partidas ou sujas e pintadas. As ruas que vão dar ao que precisas. Os escoamentos que entopem com as primeiras chuvas. As músicas africanas que nos embalam às três da manhã, os carros da polícia que parecem baratas tontas a varrerem as ruas e ruelas, enquanto os telemóveis dos pequenos criminosos parecem pirilâmpos, na noite, do alto do meu sétimo andar. Gosto de ti. És caracter e Mãe de todos não negas nada nem ninguém, não descriminas, não escolhes, não optas, estás lá para todos. No modelo, estamos lá todos. Nas finanças, estamos lá todos. Não somos ricos, não somos mesmos. Somos tudo, menos isso. E tu lá continuas... um arco-íris sujo que chegou a ser anunciado na Vaca Cornélia como uma urbanização de luxo, que o és. Mas não para aqueles que apenas de aparências vivem. Linda, alta, morena de cabelos ao vento, tu és...
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