sexta-feira, 22 de junho de 2012

"Então puto, que é feito?"

Jogamos juntos no R.R.M em Rio de Mouro, alcunha dele, Cavalo, a minha, Oliveirinha. Tinhamos respectivamente 15 e 16 anos. Tudo era novo, a vida dele não estava fácil. Dramas familiares, falta de condições em tudo, desapego emocional, um filme.
Eu tinha tudo. Todas as condições, não me faltava nada. Acompanhava os meus amigos de níveis sociais mais baixos porque eramos um grupo, uma equipa, eramos AMIGOS.
Eu e o Cavalo íamos para todo o lado, comia na minha casa, ficava lá a dormir, desabafava com os meus velhos... estavamos juntos.
Encontramo-nos no Pingo Doce. Temos 30 e 31 anos. Ele é sargento da Marinha, está muita bacano, confortável financeiramente, tem um canuco e está separado da mãe dele. Está ai... para a festa. Eu não estou mal, sou enfermeiro, tenho trabalho, ganho para viver, tenho uma canuca e estou separado da mãe dela. Estou ai... para festa.
Estamos disponíveis. Bem dispostos exteriormente e com vontade para tudo.
Olhei para as compras dele, impressionante, iguais às minhas com a diferença que ele tinha um pacote de leite e eu um pack de 24 mini sagres. Ainda lhe perguntei "Foda-se puto, para quê tanto leite?!" A o que ele me respondeu: " Tenho o meu puto lá em casa este fim-de-semana". Claro só poderia ser, o que mais?!
Solteiros, jovens, bonitos (q.b), dinheiro e disponíveis.
O que falta para correr bem?





See you later, aligater.

2 comentários:

Anónimo disse...

tremoços :)
Ou outra coisa, falta sempre algo...

ML

LaycusUrbanus disse...

;)